INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

 

Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são aquelas infecções adquiridas por meio do contato sexual sem o uso de preservativo com uma pessoa que esteja infectada, e geralmente se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas.

 

Podem ser causadas por vírus, bactérias ou parasitas.


Têm diferentes níveis de gravidade. Algumas contam com tratamento simples e com cura absoluta, outras exigem tratamento a vida inteira apenas para controle sem perspectiva de cura. Se ocorrem na vigência de gravidez podem causar sequelas graves na criança por nascer. Algumas delas dispõem de vacinas.

A melhor forma de se prevenir das ISTs é com o uso de preservativos, seja o interno, seja o externo.

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SÍFILIS

Causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum. É bastante contagiosa. Quando ocorre a infecção pode aparecer um cancro duro na região da virilha, mas dificilmente a pessoa infectada o percebe.

Os sintomas da sífilis primária são bastante discretos e acabam não sendo identificados. Se não tratada, a sífilis pode evoluir para secundária e terciária, quadros graves com repercussão neurológica.

Na gestante, o rastreio de sífilis é obrigatório pois a incidência de transmissão para o bebê é alta.

A sífilis é tratada com eficácia pela penicilina.

 

SIDA /AIDS

SIDA, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, também conhecida como AIDS, sigla em inglês – causada pelo vírus HIV, uma das ISTs mais estudadas no mundo.

A AIDS não tem cura, mas hoje, ela é controlada com associação de diferentes medicações antirretrovirais. O vírus se hospeda em células do sistema imunológico encarregadas da defesa do nosso organismo. Por conta disso,
a surgimento de infecções oportunistas é comum.

Ela está muito associada a preconceito e discriminação contra seus portadores, o desconhecimento e a ignorância sobre as formas de contágio e os reais riscos são a maior causa disso.

AIDS não se pega pelo abraço, mas sim pela relação sexual desprotegida, daí a extrema importância do uso de
preservativo.

 

HEPATITE B

Causada pelo vírus da hepatite.

A vacina está disponível e consta do cartão vacinal da infância.

Quando uma pessoa é portadora da hepatite B, o contato sexual é uma forma importante de transmissão. O vírus pode ter um período longo de incubação e em alguns casos está associado ao câncer de fígado.

Quando a gestante é positiva para o vírus da hepatite, seu bebê precisa usar a imunoglobulina nas primeiras horas do nascimento.

 

TRICOMONÍASE

Causada por um protozoário chamado Trichomonas vaginallis.

Está associada a corrimentos vaginais com odor bem ativo, amarelado e bolhoso nas mulheres e à cistite e à epididemite nos homens.

O protozoário pode permanecer durante muito tempo no trato genital de ambos
os sexos sem causar sintomas, fato que
não impede a transmissão ao parceiro
em relação sexual desprotegida.

Pode ser tratada com antibiótico.
O tratamento do parceiro é crucial.

 

CLAMÍDIA

Causada por uma bactéria atípica
chamada
Chlamydia trachomatis.

Está associada a corrimentos vaginais
nas mulheres e/ou desconforto urinário
em homens e mulheres, mas também
pode ser assintomática.

Pode ser tratada facilmente com antibiótico. Quando o quadro não é complicado basta uma dose, via oral.

O tratamento do parceiro é crucial.
Nem todo mundo que é portador dessa bactéria apresenta sinais da infecção,
daí a importância do uso de
preservativo durante a relação sexual.

 

GONORRÉIA

Causada por uma bactéria chamada Neisseria gonorrhae também conhecida como gonococo.

Essa bactéria tem afinidade pelos lugares úmidos e quentes do corpo, por isso está muito associada a infecções urinárias e  genitais.

Pode causar secreção peniana purulenta, corrimentos vaginais, ardência urinária
ou pode ocorrer de forma assintomática.

Seu tratamento, com antibiótico, também deve incluir o parceiro, mesmo quando
ele ou ela não apresentarem sintomas.

 

HERPES

Causada por um vírus bastante contagioso.

Seus sintomas mais característicos são
o aparecimento de pequenas vesículas agrupadas secretivas e dolorosas,
nas regiões da vulva e do pênis.
Também podem surgir lesões de igual característica na boca.

Quando as lesões estão ativas, o ideal é que o contato seja evitado, mesmo com o uso de preservativo.

 

HPV

O HPV, papiloma vírus humano, infecta pele e mucosas.

 

Pode ficar anos no organismo sem apresentar sinais e sintomas ou com manifestações tão discretas que passam desapercebidas. Daí a importância do uso de camisinha nas relações sexuais.

 

Pode causar verrugas na região genital e no ânus de tamanhos variados.

 

É um vírus associado ao câncer de colo de útero, dependendo do subtipo de vírus que causa infecção.

 

Meninas entre 9 e 14 anos e meninos entre 11 e 14 anos devem ser vacinados. A vacina protege contra a infecção dos subtipos de HPV associados ao alto risco de causar câncer de colo uterino.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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